A DC Comics já viveu dias gloriosos no cinema. Na década de 1990, o Batman de Tim Burton pegou carona na popularização do personagem por meio de histórias mais sombrias nas HQs e foi uma febre. Anos antes, o Superman de Christopher Reeve convenceu o mundo de que o homem poderia alçar voo. Nos anos 2000, Christopher Nolan reimaginou o Homem-Morcego nos dias atuais e o tornou mais palpável — aliás, Cavaleiro das Trevas, o filme do meio da trilogia, foi a primeira produção de super-heróis a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial. E aí, DC, por onde andas? O que houve de lá pra cá?

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“Calma, Robin… é a vez deles.”

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É curioso pararmos para pensar que Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro, o pontapé inicial do MCU, estrearam no mesmo ano. Na época, não sabíamos, mas se tratava de o fim de uma era e o começo de outra. 11 anos depois, a Marvel reina com tranquilidade na indústria, enquanto a DC tenta se encontrar — Aquaman e Shazam! foram dois acertos, resultantes de inúmeras tentativas falhas. Criar um universo próprio não deu certo, e dificilmente dará. O decenauta terá de se contentar com histórias individuais e tirar o chapéu para a Marvel — e não há nada de errado nisso.

Vingadores: Ultimato é o ápice dos super-heróis no cinema. Todo gênero se esgota eventualmente, e os encapuzados também não serão eternos. O filme, que encerra a Saga do Infinito, transcendeu a categoria “filme” para se tornar um evento, daqueles para comentar por onde você for e com quem estiver disposto — difícil encontrar quem não esteja. Em dois finais de semana, são quase US$ 2 bilhões acumulados em bilheteria, e tudo indica que a produção ultrapassará Avatar, que o ocupa a primeira colocação (por enquanto).

A cada trailer lançado de Ultimato, vibrei, criei expectativas e teorias das mais mirabolantes. Tudo isso sem deixar de pensar, com pesar, que “poxa, poderia ser a DC…”. Bem, não foi. Ainda assim, me diverti e me emocionei na pré-estreia e, assim que der, revisitarei os “Vingas” no cinema. Os caras são bons, fazer o que?

Com histórias excelentes nos quadrinhos, games, nas animações, séries e até mesmo algumas no cinema, a DC tinha tudo para ser soberana nas telonas, mas houve muita sede ao pote. Uma forte ânsia de querer começar com tudo já estruturado, pois, do outro lado, havia uma base sólida, com mais de cinco anos em construção antes de reunir os Vingadores. Depois de Homem de Aço (2013), já quiseram partir para encontros grandiosos, em Batman vs. Superman (2016). BvS, aliás, tinha tudo para ser épico: quem nunca quis ver Clark e Bruce saindo na mão, como na clássica HQ escrita por Frank Miller? Uma pena que… Martha. E tantos outros poréns.

Tudo é cíclico. Minha geração (e talvez a sua também) se fantasiava de Batman no Halloween. Hoje, a armadura do Homem de Ferro é mais popular. Quem pode dizer o que estará em alta daqui a alguns anos?

Defender a DC já foi mais fácil, é verdade, mas não devemos desistir dela. Ainda em 2019, teremos Coringa, um standalone que, de acordo com o que foi apresentado no primeiro trailer, pode reerguer a moral dos fãs e conquistar novos públicos. Arthur Curry e Billy Batson já deram a primeira alavancada. Agora, cabe a um dos melhores vilões da cultura pop retomar um pouco daquela glória adormecida e colocar um sorriso de volta em nossos rostos.

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